Nos dias hodiernos, nos ambientes
de trabalho, questões relativas à valores estão sendo levantadas por líderes e
seguidores, que demonstram cada vez mais a vontade de vestirem a camisa da
empresa que encontram-se, bem como preocupam-se com o desejo de agirem mais do
que os próprios cargos que ocupam.
A vontade de responder às
mudanças e às diversidades com harmonia e equilíbrio contrapõe-se com a forma
de resistência apresentadas por alguns líderes.
Essas formas de ações humanas
fizeram com que as organizações passassem por turbulências ao constatarem
dificuldades com relação à adesão e ao comprometimento dos seguidores com os
programas de mudança.
Alguns autores como Kets de
Vries, Kotter, Pasmore, Covey, Silva e Vergara dispõe de alguns motivos que
ensejam essa resistência à mudança, tais como:
_ Percepção do resultado
negativo: é o medo despertado nos seguidores que encontram-se diante das
mudanças;
_ Necessidade de mudança de
hábitos: as reações às mudanças são diversas. Os seguidores poderão perceber a
mudança de maneira pessimista, negando-a, passando pela raiva, depressão até
sua aceitação. Poderão também reagir de forma inversa, aceitando de forma super
positiva, através de um otimismo desinformado, que em seguida será transformado
em um pessimismo informado;
_ Falta de comunicação: é um dos
principais recursos na fase da mudança, pois é através da comunicação que os
seguidores irão entender melhor o processo de mudança, compreendendo-o,
assimiliando-o e adotando-o;
_ Dificuldade em alinhar a
organização como um todo: deve partir do pressuposto que para o seguidor
compreender a mudança deve assimilar a mudança do indivíduo com a empresa, do
indivíduo com seus colegas, do indivíduo com a comunidade, da empresa com a
comunidade e do indivíduo com ele próprio. Infelizmente há uma dificuldade
enfrentada na assimilação da mudança por aqueles, devido às personalidades de
cada um, diferentes história de vida (pessoais e profissionais), diferentes
cargos ocupados, dentre outros.
Creio que dificuldades existem e
sempre irão existir, mas o que ressalta nesse aspecto de mudança é a vontade
dos seguidores em querer dar o melhor de si, sem fome, sem cansaço, fazendo com
que as horas passem como minutos no ambiente de trabalho. Por outro lado, as
organizações têm que entender que os líderes de amanhã poderão ser os mesmos
líderes de ontem, dispensando, portanto, a mudança de pessoal e fomentando uma
mudança interna do próprio líder, focada nos valores, princípios e caráter.
Fonte: Liderança e Motivação – Autores:
Vera Lucia Cavalcanti e outros - FGV Editora.
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